sábado, 18 de agosto de 2012

CRUZ ITINERANTE


CAPITAL - 17 de agosto de 2012 - 19h06

Porto Velho recebe cruz itinerante


Está desde ontem, na Capital, a Cruz da Juventude. O objeto, acompanhado de um quadro de Nossa Senhora, fica sob responsabilidade da Arquidiocese local até a próxima segunda-feira (20) e será levada para diversos pontos da cidade, além de Ariquemes e Candeias do Jamari. A chegada dos símbolos é parte do programa Bote Fé, coordenado pela Igreja Católica, que terá o ápice em grande evento no próximo sábado.
A cruz, que tem 4 metros de altura e 1,75 metro de braço a braço, foi entregue simbolicamente aos jovens de todo o mundo em 1984, pelo então papa João Paulo II. Desde a entrega, o símbolo tem peregrinado em diversos locais do planeta e, em 1994, tornou-se tradição que sua jornada itinerante deveria acontecer nas dioceses do país sede da Jornada Mundial da Juventude (JMJ).
“Como o Brasil será sede deste grande evento, que terá seu marco na visita do papa Bento XVI ao Rio de Janeiro, em julho de 2013, a cruz e o ícone de Nossa Senhora estão em viagem pelo País. O objetivo é motivar os jovens para participar deste encontro, além de servir como um meio de preparação espiritual”, apregoa o responsável pela passagem da cruz em Porto Velho e representante da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), diácono Márcio Pacheco.
Os ícones chegaram em procissão marítima no porto de Porto Velho, depois de passar por Lábrea, no interior do Amazonas. Dali seguiu também em cortejo para a Catedral da Capital, onde ficou em vigília até às 23h. Hoje ela peregrina pela cidade, estando prevista sua passagem pela Penitenciária Estadual Feminina (Pefem), pelo Hospital de Base e à noite no Santuário Nossa Senhora Aparecida, zona Leste de Porto Velho.
Amanhã ela passa no hospital João Paulo II antes de fazer parada Campo da Brigada, onde acontece grande evento de celebração. “É o show Bota Fé, que será gratuito e aberto a todos que desejarem participar. Terá início às 18h, com participação das bandas Vida Reluz, Chamas e do DJ Daniel Bassan. A previsão de término é às 23h”, acrescenta Pacheco.
Após o programa, a cruz continua sua corrida e passa pela Comunidade Terapêutica Porto da Esperança, pela paróquia de Candeias do Jamari e pela cidade de Ariquemes no domingo. Na segunda-feira ela ainda faz uma parada no hospital e no colégio Santa Marcelina, antes de seguir de carro para a Diocese de Guajará-Mirim.
HISTÓRICO DA JORNADA
A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) é a semana de eventos da Igreja Católica para o público jovem. São celebradas anualmente, em cada diocese, mas em intervalos de 2 ou 3 anos ocorre em âmbito mundial, com a escolha de uma cidade sede. De 23 a 28 de julho de 2013 ela ocorre no Rio de Janeiro. Em 2011, ela ocorreu em Madrid, na Espanha.
A cruz da JMJ ficou conhecida por diversos nomes: Cruz do Ano Santo, Cruz do Jubileu, Cruz da JMJ, Cruz Peregrina, e muitos a chamam de Cruz dos Jovens porque foi entregue pelo Papa João Paulo II aos jovens para que a levassem por todo o mundo, a todos os lugares e a todo tempo.
Em 2003, o Papa João Paulo II deu aos jovens um segundo símbolo de fé para acompanhar a cruz da JMJ na perigrinação: o ícone de Nossa Senhora, “Salus Populi Romani”. É uma cópia de um antigo ícone encontrado na primeira basílica em homenagem à santa.(RAPHAEL VAZ)





segunda-feira, 23 de julho de 2012

Memórias Póstumas de Brás Cubas - Col. Saraiva de BolsoNeste domingo (22/07/2012) assisti o filme na net 'MEMÓRIA PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS' adaptado do romance de Machado de Assis.
A história começa com o velório de Brás Cubas interpretado por Reginaldo Farias. A narração segue por ele contando sua morte e depois  volta ao tempo contando sua biografia do nascimento até a morte. Fala dos seus amores, suas viagens a volta a terra natal com o chamado do pai para assisti os últimos dias de sua mãe. Lembra do seu primeiro amor, Marcela, que durou 15 meses e gastou onze contos de réis. O segundo, a jovem  Eugênia, que apesar de bonita mancava. E a sua grande paixão, Virgília, que era esposa de  de Lobo Neves.
Brás Cubas conta seus traumas, dramas, melancolia e como pegou a pneumonia.
A história retrata a sociedade  do século XIX, e faz uma reflexão  vida/morte.    

sábado, 16 de julho de 2011

NOVA LIÇÃO DE MORAL: Professora do RN que criticou a educação recusa prêmio de empresários
 
image_preview.jpg
 
A professora Amanda Gurgel, do Rio Grande do Norte, acaba de emplacar mais uma aula de compromisso com a luta por uma educação de qualidade. A educadora que há alguns meses fez um pronunciamento para deputados do RN criticando a falta de prioridade dos governos para com a educação, agora lecionou nova aula de críticas à classe empresarial.
Amanda Gurgel foi escolhida pela classe empresarial para receber o prêmio PNBE (Pensamento Nacional das Bases Empresariais). A premiação é uma das maiores do País e é destinada a personalidades ligadas a defesa de várias categorias no Brasil. A professora negou o prêmio alegando que sua luta seria outra.
Confira abaixo a carta de recusa da educadora e saiba por qual motivo o cobiçado prêmio foi negado por ela.
Natal, 02 de julho de 2011
Prezado júri do 19º Prêmio PNBE,
Recebi comunicado notificando que este júri decidiu conferir-me o prêmio de 2011 na categoria Educador de Valor, "pela relevante posição a favor da dignidade humana e o amor a educação". A premiação é importante reconhecimento do movimento reivindicativo dos professores, de seu papel central no processo educativo e na vida de nosso país. A dramática situação na qual se encontra hoje a escola brasileira tem acarretado uma inédita desvalorização do trabalho docente. Os salários aviltantes, as péssimas condições de trabalho, as absurdas exigências por parte das secretarias e do Ministério da Educação fazem com que seja cada vez maior o número de professores talentosos que após um curto e angustiante período de exercício da docência exonera-se em busca de melhores condições de vida e trabalho.
Embora exista desde 1994 esta é a primeira vez que esse prêmio é destinado a uma professora comprometida com o movimento reivindicativo de sua categoria. Evidenciando suas prioridades, esse mesmo prêmio foi antes de mim destinado à Fundação Bradesco, à Fundação Victor Civita (editora Abril), ao Canal Futura (mantido pela Rede Globo) e a empresários da educação. Em categorias diferentes também foram agraciadas com ele corporações como Banco Itaú, Embraer, Natura Cosméticos, McDonald’s, Brasil Telecon e Casas Bahia, bem como a políticos tradicionais como Fernando Henrique Cardoso, Pedro Simon, Gabriel Chalita e Marina Silva.
A minha luta é muito diferente dessas instituições, empresas e personalidades. Minha luta é igual a de milhares de professores da rede pública. É um combate pelo ensino público, gratuito e de qualidade, pela valorização do trabalho docente e para que 10% do Produto Interno Bruto seja destinado imediatamente para a educação. Os pressupostos dessa luta são diametralmente diferentes daqueles que norteiam o PNBE.
Entidade empresarial fundada no final da década de 1980, esta manteve sempre seu compromisso com a economia de mercado. Assim como o movimento dos professores sou contrária à mercantilização do ensino e ao modelo empreendedorista defendido pelo PNBE. A educação não é uma mercadoria, mas um direito inalienável de todo ser humano. Ela não é uma atividade que possa ser gerenciada por meio de um modelo empresarial, mas um bem público que deve ser administrado de modo eficiente e sem perder de vista sua finalidade.
Oponho-me à privatização da educação, às parcerias empresa-escola e às chamadas "organizações da sociedade civil de interesse público" (Oscips), utilizadas para desobrigar o Estado de seu dever para com o ensino público. Defendo que 10% do PIB seja destinado exclusivamente para instituições educacionais estatais e gratuitas. Não quero que nenhum centavo seja dirigido para organizações que se autodenominam amigas ou parceiras da escola, mas que encaram estas apenas como uma oportunidade de marketing ou, simplesmente, de negócios e desoneração fiscal.
Por essa razão, não posso aceitar esse Prêmio. Aceitá-lo significaria renunciar a tudo por que tenho lutado desde 2001, quando ingressei em uma Universidade pública, que era gradativamente privatizada, muito embora somente dez anos depois, por força da internet, a minha voz tenha sido ouvida, ecoando a voz de milhões de trabalhadores e estudantes do Brasil inteiro que hoje compartilham comigo suas angústias históricas. Prefiro, então, recusá-lo e ficar com meus ideais, ao lado de meus companheiros e longe dos empresários da educação.
Saudações,
Professora Amanda Gurgel